





Como era ser andrógino antes de fazer parte da turminha da moda? Me deixa feliz ser assim. Eu sempre precisei ser do jeito que eu sou agora, me sentir confortável na minha própria pele. Acho que sou abençoado, que me deram algo que me possibilita parecer com isso.
Então o que mudou é que agora você ganha dinheiro com isso? Exato [risos]!
Já foi um problema? Cresci em Melbourne, na Austrália, e sempre há partes mais conservadoras dentro de uma sociedade. Estudei num colégio bom, mas não morava na melhor área. Apesar disso, não me lembro de nada ter sido traumático. Com o passar do tempo você ganha mais confiança; eu acho que fiquei mais sociável e fiz mais amigos depois disso.
Por acaso, nós vimos você indo ao banheiro e você entrou no feminino, que estava sem fila. Tira vantagem de ser andrógino também? Ah, ir ao banheiro feminino é algo que eu faço sempre, porque quando vou ao masculino as pessoas me olham com uma cara de “cai fora”. É que eu não quero ter que explicar o que está acontecendo cada vez que vou fazer xixi [risos]. Sobre tirar vantagem, sim, às vezes – mas eu não abuso. [Pausa] Pensando bem, vou começar…
E quando é ao contrário: você escolhe se parecer mais com um homem pra fazer uma determinada coisa? Em qualquer outra indústria se você for homem e não se parecer com um homem, não terá emprego. É a realidade. Pode ser uma desvantagem. Mas como eu estou nessa indústria, tudo bem!
Como você entrou na moda? Eu estava colhendo frutas na fazenda da minha tia.
Mentira! Verdade [risos]! Era 2009, um representante de uma agência estava passando e me deu seu cartão, fui lá, terminei o colegial e fui pra Europa. Meu primeiro trabalho foi a capa de uma revista indie australiana que se chama “Oyster”. Eu acho que editoriais funcionam melhor pra mim, pelo menos foi assim desde o começo.
Mas daí pra virar amiguinho do Jean Paul Gaultier foi como? Tudo aconteceu muito rápido. Fiz os desfiles masculinos em Paris em 2010, tinha um book forte e começei a aumentá-lo cada vez mais.
Você tá gostando? Estou muito feliz. Especialmente que agora está se tornando uma via financeira [risos].
E você tá namorando? No momento, estou bastante solteiro. Mas eu viajo muito, conheço muita gente. Se acontecer… Me diz quem é que não quer amor?



Segunda-feira, 13 de junho
17h – Animale
19h – Tufi Duek
20h15 – Samuel Cirnansck
21h30 – Reserva
Terça-feira, 14 de junho
13h30 – Reinaldo Lourenço
15h30 – Movimento
16h30 – Alexandre Herchcovitch (fem)
17h30 – Cori
19h – Iódice
20h15 – Jefferson Kulig
21h30 – Triton
Quarta-feira, 15 de junho
11h – Cavalera
13h30 – Gloria Coelho
15h30 – Mario Queiroz
17h30 – Huis Clos
19h – Paola Robba
20h15 – Osklen
21h30 – Colcci
Quinta-feira, 16 de junho
12h – Paula Raia
15h30 – Maria Bonita
17h30 – Água de Coco
19h – Priscilla Darolt
21h – Cia Maritima
Sexta-feira, 17 de junho
11h – Alexandre Herchcovitch (masc)
12h30 – Neon
15h30 – Ellus
17h – V.Rom
19h – FH por Fause Haten
20h15 – Adriana Degreas
21h30 – Lino Villaventura
Sábado, 18 de junho
10h –Pedro Lourenço
15h30 – João Pimenta
17h – Fernanda Yamamoto
19h – Amapô
20h15 – André Lima
21h30 – Ronaldo Fraga

